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Transformação digital: 4 dicas para fazeres o upgrade à tua carreira

Transformação digital: 4 dicas para fazeres o upgrade à tua carreira

A transformação digital de pessoas e empresas acelerou durante a pandemia do Covid-19. Neste artigo, sabe como navegar a transformação digital na tua carreira.

O ano de 2020 fica marcado como um ano promissor em que a economia mundial e povos estavam mais otimistas e caminhavam em direção ao progresso. Contudo, esses objetivos foram abalados pelo estado de pandemia causado pela Covid-19. Este estado raro levou a várias mudanças de hábitos que mudaram o mundo e que vão continuar a mudar mesmo após o Coronavírus.

Para além de temas como o trabalho remoto, a produtividade no teletrabalho, o sistema nacional de saúde, a queda do turismo ou as nacionalizações de empresas, um outro tema bastante abordado foi a transformação digital.

A transformação digital é uma mudança de procedimentos, comportamentos e hábitos que indicam que as sociedades estão a ser alteradas devido ao mundo digital. A “transformação” dá-se quando passamos de um campo físico para um campo online e todas as implicações que traz. Contudo, é preciso perceber claramente o que falamos quando falamos de digital.

O que é ser digital?

Segundo a Accenture, o digital refere-se ao uso de tecnologia de computador para abordar as problemáticas modernas e os desafios em diferentes áreas como as relações humanas, as empresas e a educação. O ser digital implica estarmos em contacto com dispositivos com tecnologia de computador. As palavras relacionadas com o digital são a “desmaterialização” e o uso da tecnologia ao serviço da espécie humana e também do ambiente.

O termo digital remota a 1947, quando John Bardeen, Walter Brattain e William Shockley criaram o transístor, a componente básica do computador moderno. Ao descobrir este “átomo”, foi possível associar esta tecnologia a ferramentas do dia-a-dia. Nos anos 60, apareceu o primeiro computador desktop. Em 1973 o primeiro telemóvel. Em 1975 a primeira câmara digital da Kodak (ainda a preto e branco).

Nos anos 1990, o aparecimento da World Wide Web foi um passo enorme para a transformação digital

Foi uma desmaterialização e uma mudança de hábitos de consumo e de relação. O primeiro smartphone da Nokia apareceu em 1996 e o primeiro site de social media em 1997 (chamava-se Six Degree e foi criado por Andew Weinreich). O Google nasceu logo um ano depois, bem como o primeiro leitor de mp3 substituiu os CDs e as cassetes.

Já entre 2001 e 2010 a aceleração deu-se com o “download” e a desmaterialização de vídeo e música, através do iTunes ou do Youtube. Em 2011 a Siri foi lançada e até desmaterializamos “um humano” para responder a perguntas.

Com estes feitos, a humanidade viu novas formas de comprar, de conhecer, viajar, conectar, saber, fazer, trabalhar. A mudança foi incrível se pensarmos nos últimos trinta anos. Primeiro, ouvia-se música através de um CD. Depois já podíamos comprar apenas uma música numa loja online e ouvir os ficheiros áudio num leitor. Hoje, há um modelo de subscrição em que não se quer ter CDs nem faixas específicas, mas sim acesso a milhares de ficheiros de uma biblioteca sempre a ser atualizada.

A transformação digital está presente no teu dia-a-dia

Imagina a Carla, uma rapariga de 25 anos de Lisboa e como é o seu dia-a-dia. Ela acorda com o alarme do telemóvel e pega nele para ver algumas mensagem e ver a temperatura para saber o que vestir. Para o pequeno almoço, consulta um vídeo no Youtube de como fazer ovos mexidos rápidos.

A ir para o escritório, vê alguns epsiódios de Netflix nos transportes ou ouve um podcast no Spotify. No trabalho, liga o computador, consulta a agenda do dia através do Google Calendar e verifica a inbox. Há alguns briefings que tem de partilhar com os colegas e faz um relatório em conjunto com a colega, no Google Docs.

Esqueceu-se de trazer almoço e por isso encomenda através do Uber Eats. À hora de almoço, troca algumas mensagens com os seus amigos nos chats do Whatsapp. Tira 10 minutos para fazer uma caminhada e no seu smartwatch vê que já deu 2000 passos hoje! No final do dia, chega a casa e ainda passa alguns minutos a ver lojas online para comprar uma ventoinha para a casa. Depois do jantar, ainda faz uma video call com a sua irmã a contar como correu o dia.

Como vês, estamos rodeados pelo digital em qualquer atividade do dia-a-dia. Por mais rotineira que pareça, já é difícil viver sem tecnologia. Acompanhar estes hábitos nas pessoas é um verdadeiro desafio para as empresas, no que toca às vendas, ao conhecimento do seu cliente e ao desenvolvimento do negócio.

A transformação digital nas empresas dá-se de forma disruptiva

Os hábitos colectivos passam também para o mundo empresarial que demora a notar as mudanças. Neste segmento, a globalização também ajudou a uma transformação digital rápida e sem retorno.

Os procedimentos digitais, o trabalho remoto, o contacto com diferentes geografias, a necessidade de técnicos que entendam e trabalhem com tecnologia. A literacia digital do cliente levou a que muitos negócios tivessem de olhar para a inovação tecnológica como algo inevitável. Em 2020, apenas alguns negócios se podem dar ao luxo de não adoptar a transformação digital. Para os restantes, se não navegarem esta onda, certamente vão perder um lugar num mercado cada vez mais competitivo.

São várias as questões de empresários têm de lidar nas suas empresas e com as suas pessoas. São muitas forças externas que os fazem tomar decisões rápidas e de forma ágil, sob pena de não conseguirem converter uma boa ideia de negócio numa empresa sustentável no longo prazo.

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Como navegar a transformação digital como indivíduo?

Com tantas mudanças, conselhos, dicas, cursos online sobre o tema e muito mais, como me posso preparar para a transformação digital? Como posso navegar a mudança e ter um papel ativo numa sociedade moderna? Eis algumas dicas para a tua carreira ser mais digital:

1 – Cria o teu skill set

A transformação digital da tua carreira começa quando percebes que és um ser digital e tens uma pegada.

A pegada digital é o conjunto de interações que fazes todos os dias e que de certa forma a Internet as regista. Se te candidatas a um trabalho, é possível googlar o teu nome e ver algum conteúdo que de livre vontade partilhaste lá. Assim, tu tens uma existência digital que deves saber gerir para benefício da tua carreira.

Este passo tem a ver com pensares que és uma marca. E, como qualquer marca, tens valores e experiências que só fazem parte de ti – e tal faz parte do teu skillset.

O skillset é um pacote de competências que cada indivíduo tem, fruto da sua experiência profissional, interesses e conhecimentos técnicos. Deves assim procurar competências que estão relacionadas com a tecnologia, como marketing digital, programação ou gestão de projetos.

Atenção! Não tens de ter uma licenciatura neste sentido ou um curso de mil euros. A melhor forma de começar é ler blogs sobre estes sectores de forma totalmente gratuita: podes ler sobre temas na Impacting Digital, Delloite, McKinsey, Tek.Sapo.Pt, entre outras sugestões que te ajudem a aprender sobre este novo mundo.

2 – Não confundas ser técnico com ser digital

Muitas empresas procuram profissionais ligados à tecnologia, como programadores, gestores de produto ou especialistas em marketing de performance e anúncios no Google. Estas são competências técnicas que podes ter, mas não deves confundi-las com o conhecimento que deves ter da digitalização.

No curso Digital Skills: Digital Skills for Work and Life, da Accenture, no portal Future Learn, é abordado a diferença entre competências digitais e competências técnicas.

Ser digital é ter a capacidade de usar aplicações mobile, web e computacionais básicas de forma a poder comunicar de forma eficaz com outros humanos. As competências digitais muitas vezes são “inatas” em gerações mais jovens, devido ao seu contacto com estas ferramentas desde tenra idade. Ainda assim, é possível aumentar estas competências no contexto profissional. Já ser técnico é ter conhecimento relacionado com a parte técnicas dessas aplicações, como programação ou análise de dados. Este conhecimento já pressupõe formação ou até mesmo uma licenciatura.

Ser digital é saber comunicar nas redes sociais ou gerir interações num chat-bot com clientes, ou saber entrar num sistema de gestão de encomendas e gerir tarefas diárias. Ser técnico implica já migrar soluções de cloud ou mexer na tecnologia em si.

Assim, para navegares a transformação digital, a melhor forma é teres acesso e expores-te a várias ferramentas para ganhares os conhecimentos para as gerir de acordo com os teus objetivos.

3 – Não te esqueças da literacia digital!

O teu primeiro passo deve ser perceber o que é isto de ser digital (como podes ver o exemplo acima!). Mas é mais que isso! Deves perceber como é que a tecnologia mudou os hábitos das pessoas, das indústrias, do cliente (pois todos somos vendedores e clientes um dos outros). Teres competências digitais é perceberes as técnicas, as estratégias e as metodologias que te permitem mexer num produto ou serviço, bem como este produto está inserido numa industria que influencia todos os dias.

Se tiveres estas competências, consegues-te adaptar aos procedimentos e sistemas tecnológicos que cada vez mais empresas estão a adaptar e assim podes torrar-te um bom colaborador num mercado de trabalho muitíssimo competitivo e global.

4 – Aposta no networking

Cada vez mais aquilo que te pode distinguir no mercado de trabalho é a tua rede de contactos. Não falamos de cunhas, mas sim de pessoas que podem recomendar o teu trabalho e os teus conhecimentos, o que te permite abrir portas para oportunidades que não ocorrem a toda a gente.

Com a tecnologia, é possível contactares com pessoas no mundo todo que trabalhem nas tuas empresas de sonho. Podes perguntar-lhes como fizeram, saber o que estudaram e também o que pensam. Por isso, aproveita para fazer contactos exploratórios ou continuar contactos que fizeste em conferências, na universidade, no teu percurso profissional. Esse conhecimento pode-te ser útil ao longo da tua carreira profissional.

Com estas quatro skills, vais conseguir fazer um upgrade e acompanhar a transformação digital na tua empresa. Bom trabalho!