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Fiz o SheCodes e aprendi 5 lições sobre programação

Fiz o SheCodes e aprendi 5 lições sobre programação

Recentemente fiz um curso de programação do princípio ao fim: o SheCodes. Eis 5 coisas que aprendi sobre programação com este curso.

Já há muito tempo que andava a ver vídeos sobre HTML, CSS e Javascript para perceber melhor como se fazem websites. Já faço vários cursos online e durante a pandemia experimentei um curso parecido sobre o mesmo tema, na General Ambassy. Contudo, nunca acabava um curso. Porquê? Porque perdia o interesse, porque não me sentia independente, porque achava que tinha aprendido alguma teoria, mas faltava-me a prática.

Eis que em agosto fiz o SheCodes

shecodes workshop website

O SheCodes é uma plataforma com três cursos totalmente online de programação exclusivo para mulheres. Eu fiz o primeiro curso, o SheCodes Workshop, que tem a duração de 3 semanas. Neste curso aprendi o básico de HTML, CSS e Javascript e tive como desafio fazer uma página de HTML totalmente independente.

Já conhecia o site há mais de um ano e conhecia pessoas próximas que tinham feito o curso e recomendado. Diziam que era muito prático e as reviews das milhares de alunas não deixavam enganar: esta poderia ser a oportunidade de realmente aprender sobre o tema.

O SheCodes é mesmo só para mulheres?

Esta foi das primeiras perguntas que me fiz. Sou a favor da inclusão e conheço alguns homens que até tinham interesse em aprender programação básica, para ver se era algo que poderia adoptar para as suas carreiras profissionais. Assim, o SheCodes era só para mulheres, parecia-me pouco inclusivo. Mas percebo e concordo totalmente o argumento.

O fundador, Matt Delac, tem mais de 10 anos de experiência como programador e criou o SheCodes para dar uma oportunidade às mulheres de todas as idades de obter este conhecimento. Porquê só mulheres? Devido ao gap salarial que também existe na indústria tecnológica. Pode não parecer, mas mesmo em start-ups, mesmo que a programação realizada seja igual, uma mulher tem um salário mais baixo que o homem. Assim, Matt quis contribuir para estreitar este gap e por isso é que os cursos são apenas para mulheres (acho que se algum homem estiver interessado e quiser tentar a sua sorte, o Matt certamente vai responder).

Como começar o SheCodes?

Antes de comprar e começar o SheCodes Workshop, realizei uma free coding lesson de duas horas num domingo à tarde. Conheci o Matt, ele explicou o que é o SheCodes, porque criou os workshops, o sumário e conteúdos de cada curso e porque era relevante ter este conhecimento. Os seus argumentos de venda foram bons e por isso marquei no meu calendário para começar o curso em Agosto, pois assim tinha mais tempo.

O curso é feito numa plataforma própria que tem lições, cada lição tem um desafio e todas as semanas há um desafio que é aprovado ou reprovado por um humano.

Houve conhecimentos que já tinha e que foi muito bom refrescar. Mas aprendi muito mais, devido ao feedback e à própria estrutura do curso.

Estas são as 5 coisas que aprendi sobre programação com SheCodes

1 – Deves desde o início saber que ferramentas utilizar

De todos os cursos que comecei, NENHUM falava no visual composer. Ou usas a plataforma deles, mas não sabes bem como passar para os teus próprios projectos. O Matt mostra-te logo que ferramentas gratuitas precisas de instalar para fazer curso. E são ferramentas que um programador utiliza no dia-a-dia.

Existe até um vídeo só com pequenos truques para utilizares estas ferramentas, o que facilitou bastante o meu trabalho. E esse conhecimento é facilmente aplicado no dia-a-dia, o que te permite perceber melhor como é feito “no mundo real”.

codigo javascript

2 – Há coisas que não precisas de decorar

Já comecei, acabei e recomecei alguns cursos de código e sentia que me esquecia de algumas “tabs” do código HTML. Assim, sempre que começava de novo, lembrava-me de mais qualquer coisa, sendo que houve conhecimento que sempre ficou comigo. O que é bom, porque assim mostrei a mim mesma que fui aprendendo ao longo destes anos.

O Matt foi mais perspicaz: no SheCodes, ele diz-te que coisas é que deves decorar e o que não precisas, pois o próprio sistema tenta inferir o que vais escrever a seguir. Se me tivessem dito antes, certamente já tinha melhorado as minhas competências de programação.

3 – É preciso também perceber as boas práticas

Mais uma vez, o Matt tem muitos anos de experiência e é muito honesto. Indica-te que boas práticas deves seguir e que outras dicas os programadores seguem para programarem de forma rápida, eficiente e eficaz. Se começares logo com bons hábitos, poderás conseguir criar os teus próprios projectos sem ter muitas dores de cabeça.

4 – Começa simples, simples, simples

Quando me aventurava a aprender outras linguagens, senti que nos outros cursos nunca começavam do zero. Havia detalhes que assumiam e não explicavam.

No SheCodes, deves entregar uma página com HTML, CSS e Javascript em apenas 3 semanas. Certamente que não pode ser nada muito complexo como este blog, mas pode fazer uma coisa bem gira!

Contudo, foi possível fazer o meu projecto final (ver aqui) com mais de 200 linhas de código. Parece muito e durou mais de 4 horas a ser feito, separado em vários dias. O que entendi é que o complexo é a junção de ideias simples. E se começares com 1 ideia simples, e depois 2, 3,4 5.. é fácil depois chegar a termos vários elementos.

Por isso, um dia vou certamente conseguir fazer o meu próprio site e/ou blog só com HTML, CSS e Javascript

5 – Practice makes it perfect

O SheCodes mais uma vez provou-me que uma das melhores coisas de aprender é colocar em prática. A programação tem este efeito: podermos ver com os nossos próprios olhos o que criámos e ficar muito entusiasmadas com o resultado!

Este curso foram 3 semanas, mas foram 5 ficheiros de HTML que criei em diferentes momentos. Os vários exercícios permitem-me utilizar os documentos já criados, mas o Matt também cria pelo menos 3 paginas diferentes para começarmos do início. Porque ele sabe que quanto mais praticarmos, mais vamos aprender, mais criativas vamos ser e a experiência de fazer curso será ainda melhor. Na programação, pode ser frustrante quando o código não funciona e passamos largos minutos a tentar resolver o problema. Mas se não desistires e voltares a tentar mais uma vez, vais conseguir ultrapassar os desafios e ter grandes coisas.

Estas são algumas lições que aprendi com o SheCodes. Como nota final, claro que deixou a minha recomendação. Acredito que a programação é uma skill muito importante na transformação digital nas empresas. É como o inglês há 30 anos: toda a gente vai “falar” alguma destas línguas de programação e vai ser uma “soft skill” básica que qualquer trabalhador irá ter no futuro. Pelo que, para acompanhares a onda, é importante perceberes como é que a tecnologia funciona e como é que o código te pode ajudar a concretizar as tuas ideias. Boa programação!