FEMINISMO

Há profissões proibidas para as mulheres?

Sim, é verdade, existem profissões proibidas para mulheres, logo há ainda um longo caminho a percorrer.

As mulheres estão definitivamente no mercado de trabalho há mais de 100 anos. Na altura da Primeira Guerra Mundial, os homens foram combater nas trincheiras e as mulheres começaram a ocupar os seus cargos e a ganhar mais relevo no mercado de trabalho.

Atualmente, no mundo ocidental, qualquer mulher pode ter uma profissão

Hoje, já não me passa pela cabeça que as mulheres estejam impedidas de fazer o que seja. Por isso, choca-me quando vejo em alguns países em desenvolvimento proibirem raparigas de ir à escola. Na minha realidade, uma mulher é capaz de fazer tudo aquilo que ela desejar e não há nenhuma profissão que lhe esteja vedada, por mais “masculinizada” possa parecer.

Contudo, há profissões proibidas para mulheres, em algumas partes do mundo.

Segundo este artigo do Alerta Emprego, existem mesmo profissões que estão interditas ao sexo feminino. E não é só naqueles países longíquos.

Por exemplo, em França, uma mulher não pode carregar pesos acima dos 25kg. Já no Dubai as mulheres não podem servir às mesas devido ao assédio que recebem dos clientes.

A lista ainda refere profissões vedadas às mulheres muito por questões culturais, que defendem que uma senhora não pode ter certo tipo de funções pois é imoral.

De facto, posso entender um pouco de questões culturais mas elas não podem ultrapassar os direitos humanos.

A mulher é um ser humano e um ser social dotado de todas as capacidades cognitiva. Por isso, o princípio de que está impedida de alguma coisa não me faz sentido. E a questão moral deixa-me ainda mais chateada, como se a mulher fosse um ser especial que tem de ser puro.

Sim a mulher é um ser especial, mas não pode subjugado a este tipos de critérios, muito menos impedidas de trabalhar onde quiserem e como quiserem.

A evolução da sociedade é feita aos poucos e no último milénio temos visto uma evolução a ocorrer quase à velocidade da luz. Por isso, só posso esperar que estes “assuntos culturais” se resolvam, para que as raparigas possam ir à escola.

Para que as suas mães e avós possam também ter uma oportunidade e cheguem onde querem chegar. Que possam ter sonhos que acham que não estão ao seu alcance. No fundo, se houver uma sociedade mais igualitárias onde as mulheres possam brilhar sem astericos, ficamos todos a ganhar.

Homem ou mulher, todos sonhamos e todos devemos poder concretizar os sonhos, independentemente do género.