ERRE GRANDE

Como lidar com um mau dia

Mesmo com vários projetos e auto confiança, também tenho dias menos bons. Faço isto para lidar com um mau dia.

Nos últimos anos tenho feito um grande trabalho interno através do desenvolvimento pessoal.

Ganhei ferramentas para trabalhar as minhas emoções e necessidades, para ter uma vida mais feliz e uma carreira mais completa. Tal como ensina o livro “Inteligência Emocional”, de Daniel Goldman.

Com o autoconhecimento que tenho, consigo relativizar certos aspetos da vida, ter mais empatia pela situação dos outros, bem como motivar-me a concretizar os mesmos desejos.

Além disso, este tipo de informação ajuda-me a ser mais eficiente no trabalho, a definir objetivos para o blog, a querer sempre aprender mais. A procura de conhecimento e de me melhorar também me tornam mais otimista quanto ao futuro.

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No entanto, também tenho dias maus

Nem todos os meus dias são bons. A vida é feita de altos e baixos, pelo que tenho de viver os altos e reconhecer os baixos. Não os vou conseguir evitar, apenas sei lidar melhor com eles.

Mesmo num contexto em que estou a partilhar conhecimentos com uma comunidade ou a fazer um desafio 90 dias que me traz imensas coisas boas, há dias em que não me sinto confiante.

Basta um acontecimento pequeno para tornar um dia bom num dia chato.

Um dia mau pode começar por diversas razões. Porque dormiste mal, recebeste uma má notícia, algo que se passou que não gostaste. Além disso, nos teus projetos e carreira, vais ouvir Nãos e são esses momentos que levantam os sentimentos mais negativos.

Sentes muitas emoções. Frustração, medo, ansiedade. Setes a tua autoconfiança a baixar. Sentes que já deverias estar a ter resultados, mas eles não aparecem. Ficas desesperado porque mesmo que as coisas resultem.

A tua energia positiva desaparece e, o que estava bem, agora está mal, muito mal. Só queres enroscar-te nos cobertores e “esperar que o dia mau” passe. Sim, também tenho dias maus e tento lidar com eles.

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Como lidar com um mau dia?

Os maus dias fazem parte e por isso vou ter de passar por eles. Aliás, esse é o primeiro conselho.

Não te sintas mal por estar mal. É natural, normal e estás no teu direito.

Ser “alguém” no mundo moderno é enfrentar diversas pressões e expectativas. É lidar com uma pressão que te colocas a ti própria sem razão aparente. É uma ansiedade de estar como o vizinho está e querer sucesso (seja lá o que isso é) já para amanhã.

Para lidar com um dia mau, primeiro respiro.

Cada pessoa tem as suas estratégias. O que funciona para mim, não tem de funcionar para ti. É mesmo assim, a tua ideia de um mau dia é diferente da minha e somos todos diferentes. Por isso, as estratégias que vais utilizar são aquelas que resultam contigo, para a tua vida.

ATENÇÃO! Não sou psicóloga e todo e qualquer problema de saúde mental deve ser orientado por um profissional. Sem vergonha, procura ajuda!

Estar num estado de ansiedade não ajuda a pensar claramente. Por isso, primeiro respiro. Inspirar, expirar e contar até dez permite-te parar e reconhecer que estou mal disposta, para depois perceber porquê.

O segundo passo para lidar com um dia mal é refletir

Num dia mau, geralmente tenho um conflito interno e por isso guardo muitas coisas que penso para mim. É nesta zona que vou refletir. Penso porque estou assim, qual é a causa, que sentimos estou a ter, como posso geri-los ao longo do dia, e como posso resolver o meu problema.

Muitas vezes, as coisas não tem uma solução prática, fácil, indolor. Mas deves sempre analisar o que se está a passar.

O teu mau dia pode estar ligado a uma insatisfação antiga da tua vida e que já identificaste e que estás a trabalhar nela. É normal teres essa mesma frustração. Faz parte do processo.

No meu caso, fico no meu diálogo interno, para gerir as emoções cá dentro. Outros precisam de falar ou escrever. Arranja a tua estratégia para refletir.

Para além de refletir, lidar com um mau dia é relativizar

Relativizar é uma palavra de ordem para mim. Posso estar-me a sentir como se não valesse nada, mas relativizo. Foco-me nos privilégios que tenho na vida e a segurança e o conforto que me trazem.

Depois pergunto: é esta a pior coisa que me pode estar a acontecer?

E percebo que não. Nada é definitivo, tudo muda. Um “Não” hoje pode continuar a ser não, ou pode ser um “Sim”. Um caminho que não está a resultar pode ser uma oportunidade para mudar. A maioria dos assuntos na vida têm uma solução se mudares de perspetiva ou de comportamento.

Entendo que mesmo estando focada no resultado, há um processo a ocorrer e eu estou a crescer dentro desse processo. Uma casa não se faz num dia, nem se começa pelo telhado.

Enquadra os acontecimentos numa narrativa e talvez percebes que já estiveste pior ou que já passaste por algo semelhante e tens a solução dentro de ti.

O efeito cumulativo mostrou-me isso. Ao fazer algo todos os dias, mesmo que não esteja a ver os resultados agora, no final vai haver muita coisa para colher.

Lidar com um mau dia passa por mexeres-te!

Se já sei o que se passa e não posso fazer algo para o mudar, vou distrair-me. Este conselho não é certamente para todos, mas faço-o para mim. Utilizo as hormonas a meio favor, por assim dizer.

Faço exercício, vou caminhar, leio, escrevo. Faço coisas de que gosto para voltar a estar num melhor estado.

Para aumentar a autoconfiança, ajo, não fico quieta. É o trabalho, o movimento, o ato de agir apesar do medo ou frustração que me fazem sentir desse estado menos bom. No fundo, quando quero ficar quieta, contrario essa tendência e mexo-me, mesmo quando menos me apetece. Sei que, no final, vou-me sentir melhor e deixar esse mau momento para trás.

Estas são algumas coisas que faço para lidar com um mau dia. Num pensamento de final de dia, penso “amanhã será melhor”. As 24 horas acabam, vou dormir e acordo de outra forma. Pode não parecer, mas o “mau dia” já acabou e por isso posso começar com uma perspetiva diferente.

Saber lidar com um mau dia é um desafio ao teu desenvolvimento pessoal e é um exercício de autoconhecimento muito duro, mas que vai-te permitir gerir melhor as tuas emoções e contribuir para uma relação contigo mesmo e com os outros. Inspira e expira!

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