Uma Carta para a Rita com 25 anos

Em 2015, quando fiz 23 anos, decidi escrever uma carta a mim mesma. Escrevi uma carta para a poder abrir quando fizesse 25 anos.

Escrevi um pequeno texto mas nem o imprimi. Guardei-o num computador e nunca mais me lembrei do assunto. Um ano depois, encontrei o texto arquivado e passeio-o para a minha drive. Sabia que não poderia fazer batota e só poderia lê-lo daí a uns meses.

No dia em que completei 25 anos, lembrei-me que tinha de abrir aquela carta.

Mas preferi não abrir. Porquê? Porque achava que ia ser uma carta com uma lista enorme de coisas que eu achava que já teria alcançado com 25 anos. Mas que eu sabia perfeitamente que não tinha alcançado.

E isso deixava-me ainda mais frustrada. Sabia que a minha vida não estava como queria. Sabia que tinha de mudar muita coisa. Sabia que tinha de voltar a arregaçar as mangas e fazer acontecer. E por isso sabia que a Rita de 23 anos ia ficar muito triste por saber que tudo aquilo que ela tinha escrito afinal não se tinha concretizado.

No dia 1 de Janeiro decidi abrir a carta a preparar-me para ser desiludida.

Contudo, apanhei uma boa surpresa e sorri.

A Rita de 23 anos não tinha feito uma lista de coisas a concretizar.

A Rita de 23 anos tinha feito aquilo que a Rita de 25 anos continua a fazer – a ser optimista e a não baixar os braços.

Aqui fica uma parte da carta que a Rita de 23 anos escreveu à Rita de 25 anos:

Hoje é dia 17 de Dezembro de 2015. Daqui a dois anos já terás 25 anos.

A 17 de Dezembro de 2015, escrevi-te esta carta para saberes que a Rita de 23 anos já sabia o que a Rita de 25 anos vai conseguir alcançar. Porque se a Rita de 23 anos dizia “eu nunca mais vou ter 23 anos”, tu hoje estás a pensar “eu nunca mais vou ter 25 anos”.

São 18h17 e estás a sair do trabalho. Já quase passaram dois meses desde aquele momento e a ambição continua lá, a crença de que a tua vida apenas começou agora, continua lá. A crença de que tudo vai correr bem continua lá. A certeza de que vais chegar ao topo e realizar todos os teus desejos continua lá.
E fica aqui esta carta, escrita pela Rita de 23 anos, para a Rita de 25 anos. Esta nota fica para tu saberes que um dia tiveste aqui e que já não estás mais aqui. Fica a saber que evoluíste, cresceste, ultrapassaste mil obstáculos, contaste com o apoio de toda a tua família e amigos e chegaste onde querias chegar.

E mesmo que ainda não estejas lá, fica a saber que és uma vencedora. Porque eu tenho a certeza que em dois anos não vais fazer muito mas sim o inimaginável. Porque eu tenho a certeza que tu nunca mais vais parar e que a tua dedicação para com os outros e essa tua maluqueira de ir em frente e ter garra para agarrar a vida vai-te levar longe.  E se estás a abrir isto, no dia 17 de dezembro de 2017, e estás a ter um dia mau fica aqui uma lembrança: tu és uma guerreira, tu és uma vencedora, tu és a mulher que eu sempre soube que tu te irias tornar, tu és feliz a seres tu. E eu tenho muito orgulho em ti.”

Abri a carta e sorri. Obrigada, querida Rita, pelas boas palavras de encorajamento.

De facto, nem tudo está conquistado mas há muita coisa que a Rita de 23 anos não previu e que aconteceu. Ela não falou deste espaço online com muito trabalho de escrita. Ela não falou do trabalho em passar uma boa mensagem para o mundo. Ela não falou nas pessoas fantástica que conheci nos últimos dois anos e das experiências boas que passei.

E desejo-te a ti o mesmo.

Podes já ter alcançado tudo o que queres no mundo. Parabéns pelo teu trabalho e esforço.

Se ainda não alcançaste tudo, acredita que já és uma vencedora porque já ultrapassaste muitos obstáculos. Obstáculos esse que te permitiram estar aqui hoje, mais crescida, mais forte.

Desejo-te toda a força para continuares o teu caminho. Podes ainda não estar lá, mas eu tenho a certeza que com persistência e paciência, tu vais conseguir. Tu consegues!

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