Mindset: 3 Coisas Que o Cristiano Ronaldo nos Ensina

aprender com o cristiano ronaldo

A euforia do jogo Portugal-Espanha no Mundial pode já ter passado mas as perguntas ainda não.

Num jogo acérrimo e com 6 golos, a atenção foi toda para Cristiano Ronaldo. O craque português, considerado um dos melhores do mundo, surpreendeu o mundo com 3 golos. O último golo foi um hat-trick perfeito que levou a Selecção Nacional ao êxtase do empate.

Já sabemos que Cristiano Ronaldo é uma máquina, é um profissional, é um excelente exemplo de sucesso e ética. Mas fica a pergunta – como consegue ele manter a sua performance jogo após jogo? Como consegue ter aquela postura de marcar mais do que um golo por jogo e fazer parecer que é fácil?

Tudo tem a ver com o seu mindset

Um atleta é mais do que o seu corpo. Um atleta é mais do que o treino que realiza todos os dias. Um atleta faz-se muito pelo seu mindset, pela sua maneira de encarar o desporto, o jogo, o sucesso, a derrota, a carreira, a vida.

Cristiano Ronaldo é um atleta que é mais do que os seus pés. É mais do que a sua potência para mandar bolas para a baliza. Para além do seu físico e das suas skills futebolísticas, há uma poderosa ferramenta que o ajuda no seu sucesso – a sua mente.

Quando Ronaldo entra em campo, não estamos a admirar aquilo que faz com a bola.

Estamos é a admirar a sua capacidade de estar no jogo e de alcançar os resultados a que se propõe. E tal só é possível quando se tem o mindset certo.

Tal como refere o the Guardian na review do jogo “quando o Ronaldo morrer deveria doar o seu cérebro ao museu da FIFA, porque a sua força mental está completamente fora da nossa compreensão”.

Como é que Ronaldo cria esta força mental que lhe permite fazer os golos que faz, vezes e vezes sem conta, ano após ano?

Depois de observar o jogo da semana passada, aqui ficam 3 coisas que podemos aprender:

 

#1 Crença

Depois do final de um jogo renhido, Ronaldo respondeu “sempre acredito em mim”. A crença é o princípio de tudo. São os pensamentos na nossa cabeça que criam a realidade. Podemos ter o desejo mas é a crença que move tudo. É o diálogo interno que temos connosco que nos permite alcançar os nossos objetivos. Se Ronaldo tivesse o jogo todo a dizer “Não consigo. Vamos perder. Sou um falhado. Não vou marcar nada. Dói-me o corpo. Isto custa”, achas que ia conseguir alguma coisa?

Quando estás num jogo a perder 3-2 contra um grande rival, como vais pensar? A maioria de nós já tinha desistido em pensar que poderia dar a volta ao resultado. Mas não o Cristiano. Como excelente jogador que é, acredita até ao último minuto que pode mudar o jogo. Até o jogo acabar ainda dá para jogar e que é possível mudar o jogo. E melhor – eu consigo mudar o jogo. O melhor do mundo mostra-nos que na vida estamos constantemente a jogar todos os dias e que ao acreditarmos que podemos jogar melhor todos os dias, podemos evoluir e ser bem sucedidos.

 

#2 Visualização

Quantas vezes já vimos o Ronaldo naqueles momentos de concentração antes de um grande golo acontecer? Ele não está só a pensar que acredita em si – ele está a visualizar o seu objetivo. Mais do que técnica, ele pensa em como irá colocar a bola e vê a sua trajectória. Para além de acreditar, ele visualiza a realidade que quer concretizar.

Na vida, para além de acreditarmos em nós, devemos visualizar os nosso objectivos como se eles já fossem reais. Ao projectarmos o que queremos na nossa realidade, alimentamos a crença e a confiança que temos para fazer acontecer.

 

#3 Foco

Nada se consegue sem trabalho e esse trabalho vem do foco e da disciplina.

O Ronaldo é uma máquina mas já sabemos que treina muito. É o primeiro a entrar e o último a sair. É um campeão que está em constante melhoramento, época após época. E dentro de campo bem vemos a sua concentração e foco. O jogador abstrai-se dos comentários, dos fãs, dos rivais. Ele abstrai-se que pode estar a jogar com um companheiro de equipa. Ele concentra-se em si, na bola, no jogo e faz acontecer. Muitas vezes outros problemas podem condicionar o nosso esforço mas ao focarmo-nos no presente e deixarmos de controlar o que não conseguimos controlar, conseguimos chegar mais longe (e neste caso, marcar aqueles golos espectaculares).

 

O Ronaldo é um dos melhores jogadores do mundo não só pela sua técnica mas também pela força de vontade e de esforço que imprime em qualquer um dos seus jogos. Dentro e fora de campo, gostando ou não de futebol, há muito que aprender com a força mental deste atleta.

 

Há Que Tentar Para Encontrar Respostas

millennials ha que tentar

Passamos as nossas carreiras à procura da resposta para aquela pergunta – o que queres fazer para o resto da vida?

É uma pergunta difícil e não acho que haja apenas uma resposta. Passamos os dias a pensar o que nos dá felicidade ou prazer. Mas a vida não é só felicidade, porque há uma coisa que se chama trabalho.

Sabemos que temos de arranjar um trabalho porque é assim que o mundo funciona.

Sabemos que as contas têm de ser pagas e que precisamos de dinheiro para sobreviver. Sabemos que há empresas, salários, descontos, impostos, rendas, reformas. Sabemos que ninguém nos vai pagar para vermos séries ou passear no parque só porque sim. A renda não se paga numa tarde a jogar Scrabble com os amigos ou a beber sumo à beira mar.

Por isso temos de procurar um trabalho mas também queremos ser felizes ao mesmo tempo.

E lá começamos a busca pelo trabalho perfeito – aquele que dá dinheiro e felicidade ao mesmo tempo.Começa assim uma procura sem fim. Porque a procura pela felicidade é uma luta constante, injusta. Como é possível encontrar o trabalho perfeito se ele não existe? 

Mas em vez de procurar aquilo de que gostamos, devemos saber o que não gostamos.

Há pessoas que sabem desde pequenas o que querem fazer e isso implica coragem e determinação. A coragem para perseguir um sonho e a determinação para persistir nesse caminho. Mas a grande maioria não tem a resposta na ponta da língua e tem de ir encontrando algo que preencha a alma. Isso pode demorar alguns meses ou décadas. Pode demorar uma boa experiência laboral ou cinquenta.

A única forma de encontra a resposta é tentando. Há que tentar.

Há que tentar ter diferentes empregos, diferentes hobbies. Há que tentar conhecer novas pessoas e fazer perguntas. Há que perceber o que as pessoas que são exemplo fazem no seu dia-a-dia e se gostavamos de ter aquilo que eles têm.

Há que tentar encontrar algo de que se gosta. E mesmo quando a encontramos o problema não está resolvido, porque somos insatisfeitos por natureza. Podemos encontrar o que queremos e sermos felizes – mas isso pode apenas durar seis meses ou uma vida inteira. E por isso é que temos de tentar e ir tentando.

Não sei como está a maioria das pessoas da minha idade.

Vejo toda a gente feliz a comprar casa e a ter filhos mas pergunto-me seriamente como se sentem sobre as suas carreiras.

Estão a construir uma carreira ou estão a viver uma carreira imposta? Estão conscientemente a fazer o que gostam ou deixam andar porque o dinheiro faz falta? Estão preocupados em viver dias felizes ou estão na ideia do não-é-assim-tão-mau?

Sei que não é fácil encontrar a felicidade ou saber do que gostamos. Não é fácil escolher uma solução para a carreira. Mas a maioria sabe muito bem do que não gosta. Sabemos dizer o que gostamos de fazer mas também sabemos dizer o que odiamos. Começo a pensar que a resposta esteja aí. A resposta para encontrar uma boa carreira está em tentar e descobrir aquilo de que não gostamos. Posso não saber qual é o caminho certo, mas sei que aquele caminho que tentei não é para mim.

Os Millennials são uma geração que tem mil oportunidades à porta.

O excesso de informação e de possibilidades não nos deixa livres mas sim paralisados. Se posso fazer um bocadinho de tudo, como posso escolher? Se posso ter tudo o que quero, como começo? Se há imensas carreiras que posso ter durante a vida, como saber qual é aquela que me dá felicidade e estabilidade material?

Não sei se há jovens a construir uma carreira com sentido. Não sei se há pessoas que sabem exactamente o que estão a fazer. Não sei se há pessoas tão confusas como eu quanto àquilo que querem / gostam / adoravam fazer. Sei que procurar respostas dá trabalho mas também sei que as respostas só aparecem se tentar. No fundo, não sabemos a resposta a tudo mas sei como a conseguir – a viver, a experimentar, a reflectir, a agir.

5 Ideias Sobre Gestão de Pessoas

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Sou uma pessoa de livros e gosto de partilhar as mensagens que encontro neles.

No últimos meses, li um livro que me marcou muito.

É um livro simples e prático. A primeira publicação foi em 2011 e tem artigos do final dos anos 90. Contudo, é muito atual e mostrou-me como a Gestão de Pessoas nas empresas podia estar mais perfeita, se seguissemos algumas ideias.

Li o «Gestão de Pessoas», da Harvard Business Review, de uma assentada e quase que me apetecia rabiscar o livro todo. Cada página tinha ideias muito boas que não percebia mesmo porque é que não se usava mais vezes!

Como acho que pequenos tesouros como estes devem ser partilhado, aqui ficam 5 ideias sobre Gestão de Pessoas que aprendi neste livro:

Há diferentes estilos de Liderança

A liderança está na moda, pois as pessoas não querem ter chefes que mandam. As pessoas precisam de líderes que inspiram e que servem de exemplo. Mas não existe só um estilo de liderança. Existem vários estilos de liderança e cada líder deve poder utilizar todos. Um líder completo pode usar um estilo autoritário em certas situações e contexto, sem ser um mau líder. No fundo, um líder deve saber utilizar os vários estilos de liderança e perceber quando deve utilizar cada um, com a sua inteligência emocional.

A Motivação Não Existe

Foi uma ideia que me demorou a assimilar, porque eu sou uma entusiasta da motivação. Neste capítulo, aprendi que a motivação é um mito. Não há dinheiro, flexibilidade de horários e outras regalias que pode motivar a fazer um trabalho que não faz crescer a pessoa. A melhor forma de motivar para os resultados não é mudar a pessoa ou dar-lhe palestras motivacionais. A melhor forma de motivação é através de um trabalho interessante e da realização pessoal. Em vez de enriquecer a pessoa, enriquecer o trabalho e as oportunidades de mostrar mais trabalho são a melhor motivação. É uma ideia díficil de resumir mas faz todo o sentido quando notamos nos diferentes casos em que a motivação falha.

Controlar não ajuda

Cenário – aquele empregado que não está a fazer bem o seu trabalho. O chefe irrita-se e puxa mais por ele. Começa a ver mais o seu trabalho e a controlar mais. O empregado começa a fazer ainda pior e o chefe controla ainda mais. Quem está a fazer mal? Por incrível que pareça, é o chefe. Neste capítulo, aprendi que a liberdade e a independência de trabalhar, bem como cometer erros é importantíssimo no trabalho. Mesmo quando erramos, temos de ter alguém que nos guie e dê o exemplo. Controlar apenas coloca o empregado numa situação de falhanço – para quê fazer se o meu chefe está mesmo ao pé a ver se faço mal?

A Aprendizagem é Contínua

Descobri ao ler o quarto capítulo de que as pessoas esquecem-se que a aprendizagem continua mesmo quando já temos anos de experiência. Muitas pessoas são promovidas a líderes porque são excelentes técnicos mas depois não sabem ser líderes. Mais importante do que promover a pessoa, deve-se ajudá-la a crescer no seu novo papel. Deve-se guiar a pessoa nesta nova função de gestor de equipa. Ser bom em alguma coisa não quer dizer que se seja bom chefe. Para se ser chefe é preciso também aprender. Um CEO não é o topo da carreira, pois ele ainda tem muito a aprender.

Não é só os resultados é o processo

Apontei esta ideia e partilhei-a nas redes sociais porque relacionei-me muito com ela. Nas tomadas de decisões os chefes consultam as suas equipas para ter sugestões mas depois decidem sozinhos sem dar explicações. De facto, as pessoas preocupam-se com os resultamos mas também se interessam pelos processos. Tal como diz o livro «[as pessoas] querem saber que o seu ponto de vista foi tido em conta. Os resultados são importantes mas também o é a justiça dos processos que os produziram. O processo justo responde a uma necessidade humana básica . todos nós qualquer que seja o cargo, queremos ser valorizados enquanto seres humanos e não como “mão de obra” ou “activos humanos”. Queremos que os outros respeitem a nossa inteligência e que levem as nossas ideias a sério. E queremos compreender o raciocínio por trás de decisões específicas.»

 

Este foi um dos melhores livros que já li e que me deu uma nova perspectiva sobre como é importante a gestão de pessoas. As empresas têm de saber gerir custos e vendas, mas também precisam de saber gerir os seus melhores recursos – as pessoas.