4 coisas que aprendi em Network Marketing – e que as empresas podem aprender

Um novo mercado permite haver novas formas de criar um negócio, o network marketing pode ser uma boa solução para a maioria. Explico-te o que aprendi neste artigo.

Conheço Network Marketing há mais de quatro anos. Tenho acompanhado de perto a indústria porque muitos amigos meus são profissionais de marketing de rede e consigo perceber a alegria que têm e os desafios que enfrentam.

Primeiro que tudo, esclarecer o que é network marketing: é uma forma de distribuição de produto em que uma empresa vende o seu produto através de agentes independentes. Estes agentes podem ganhar dinheiro de duas formas: venda directa do produto com margem de lucro pré-definida; e comissões extra das vendas feitas pela sua rede de contactos criada através de recomendações.

No fundo é um modelo de negócio testado e comprovado, sendo adoptado por várias empresas mundiais.

São várias empresas de indústrias diferentes que utilizam este modelo. As empresas de network marketing podem vender produtos de cosmética, beleza, higiene, decoração, suplementos alimentares etc. Em vez de esses produtos serem colocados em loja, elimina-se o custo de espaço e de intermediários e é vendido de pessoas para pessoas. Se uma pessoa for distribuidora e comprar artigos, irá vendê-los por um preço superior e obter uma margem de lucro. Se recomendar amigos a fazerem o mesmo, pode ter uma rede e obter parte das vendas das pessoas que recomendou (é assim a definição de rede).

A minha curta experiência em Network Marketing (mais ou menos dois anos activamente e desde hoje a acompanhar as tendências) permitiu-me passar por todos as fases: consumir o produto, ser distribuidora, apresentar o produto e a oportunidade de negócios a pessoas, recomendar amigos, ir a formações e viajar a convenções estrangeiras.

Foi uma experiência que me formou e que se não tivesse passado por ela, não estaria aqui e não teria metade dos conhecimentos que tenho.

Não estou a falar sequer de falsas empresas que são esquemas de pirâmide em que não existe produto nem venda de alguma coisa – estamos a falar de modelos de negócio comprovados e de uma indústria que move mais milhões que a indústria de Hollywood (se quiserem saber mais sobre a indústria, sigam o Eric Worre, um profissional de network marketing com mais de 20 anos de experiência e que atualmente ajuda outros a ter negócios bem sucedidos).

Assim, ao ter esta experiência recentemente, gostaria de partilhar aquilo que me trouxe de bom e que recomendo que deveria ser uma experiência para várias pessoas:

1. Tudo é duplicável

Esta é uma máxima que levo todos os dias para o trabalho, com o objetivo de optimizar a forma de trabalhar e de fazer mais em menos tempo.

Em Network Marketing, para criar uma rede de contactos é preciso tempo, esforço e skills de comunicação. Para que a rede seja criada todos os dias, cada distribuidor segue o mesmo plano, a mesma estratégia com as mesmas ferramentas. Isto porque o negócio apenas é estável se for duplicável.

Esta máxima é muito visível nos escritórios atualmente. Quando temos de fazer as nossas funções, sabemos exactamente o que fazer e como fazer, mas quando tentamos ensinar a alguém, não sabemos explicar o que fazemos. Sabemos que aquela metodologia resulta connosco, mas pode ser demasiado confuso para uma pessoa que não tem o nosso know-how.

Assim, sei que cada vez que implemento uma ideia ou um projeto, olho sempre primeiro para o work-flow das coisas funcionarem. Todas as pessoas envolvidas no projeto têm de perceber o que vai ser feito e como vai ser feito e têm de ter tarefas simples e duplicáveis – assim, se eu faltar ao trabalho, todos sabem que tarefas fazer; ou se entrar uma nova pessoa para equipa, a sua formação é mais simples.

Como aplicar a duplicação no meu trabalho?

Uma boa dica para as organizações terem processos duplicáveis é fazerem manuais de funcionamento de departamentos e funções específicas. Assim, as novas pessoas entram «na máquina» mais facilmente e a partilha de conhecimento torna as pessoas independentes para procurar informação e seguir o seu trabalho sem estarem a fazer sempre as mesmas perguntas às mesmas pessoas.

2. Plan, Do, Review

Esta é outra máxima que Eric Worre ensina a todos os distribuidores independentes – deves planear o teu negócio, fazer o teu negócio e depois rever o teu negócio.

Cada uma destas ações é vital para saber para onde estamos a caminhar, se faz sentido e quais os resultados que determinada iniciativa traz. Noto em diversas empresas que toda a gente tem ideias, mas poucas sabem se elas realmente funcionam.

No dia-a-dia, existem 100 ideias, em que apenas 10 são colocadas em prática e aparentemente uma funciona. Muitas vezes, salta-se o último ponto e ninguém faz uma revisão da iniciativa para perceber o que correu bem e o que pode ser melhorado.

Como aplicar o Plan, Do, Review no meu trabalho?

Uma forma de as empresas melhorarem é fazerem relatório da revisão da estratégia. Por exemplo, se foi feito um evento, há que planear o evento (PLAN), efectivamente fazer o evento (DO) e depois fazer uma análise dos resultados e perceber o que pode ser melhorado (REVIEW). Só fazendo a revisão de resultados é que é possível decidir se o evento deverá ser repetido, alterado ou abandonado.

3. Ser independente

Uma das primeiras coisas que também se ouve muito na indústria é que qualquer pessoa nova que começa o negócio tem um primeiro objetivo: tornar-se independente o mais brevemente possível para construir uma rede à sua medida.

Em parte, noto que a falta de independência dos colaboradores é uma falha que algumas organizações têm, tanto por falta de iniciativa dos colaboradores como falta de organização e de comunicação da liderança. Se as coisas não são verbalizadas ou escritas, não se criam expectativas e assim criamos organizações com pessoas operacionais que todos os dias cumprem algumas tarefas e voltam para casa.

Como ser mais independente no meu trabalho?

Com a crescente crise do talento, as organizações querem pessoas que pensem e não meros executantes. Assim, é necessário que haja líderes e equipas em que cada pessoa tenha uma auto-gestão que lhe permita acrescentar valor todos os dias ao seu trabalho e também discutir novas ideias em equipa.

Contudo, há um medo de se ser independente: a liderança acha que perde o controlo e os colaboradores têm medo de arriscar e falhar. É preciso então ver as coisas de outro prisma: há que desde cedo estabelecer as expectativas de resultados e de funções e deixar que as pessoas encontrem as suas ferramentas de acordo com os prazos e prioridades estipulados. Assim, o colaborador tem o que fazer e como falhar; e a liderança tem como guiar sem fazer micro-gestão – no fundo, a ideia é ser independente no dia-a-dia e cooperar na estratégia e visão da empresa.

4. Uma boa rede de contacto é o futuro

Vivemos em Portugal e há muito exemplo de pessoas que chegam a boas posições empresariais, devido a cunhas. As cunhas são geralmente mal vistas, pois falam de pessoas que não têm formação para determinado posto, mas estão lá porque conhecem Z ou X.

No entanto, para além das cunhas, há também as recomendações que estão a dar que falar no mercado de recrutamento. Cada vez mais as empresas servem da rede de contacto dos seus próprios colaboradores para recrutarem. Isto deposita nos colaboradores a tarefa de procurar alguém que seja um bom fit para e também um certo papel do promoção da empresa.

Assim, a criação de uma forte rede de contactos, tal como em network marketing, é uma ferramenta extraordinária para um negócio a todos os níveis.

A rede é a melhor forma de fazer distribuir um produto, ajudar pessoas a criar as suas próprias equipas, ter clientes fidelizados e cash-flow contínuo. Quem tiver uma maior rede e com mais movimentações, mais ganha e é mesmo possível ter um rendimento extra todos os meses, com trabalho, dedicação e profissionalismo.

Como posso fazer uma rede de contacto no meu trabalho?

A rede de contactos começa quando criamos uma marca pessoal e damo-nos com pessoas do meio. A interação pode ser feita no Linkedin e também em eventos pessoais. Se estás numa empresa média, possivelmente não conheces toda a gente, pelo que ir a eventos cooperativos ajuda e muito. Ires também a eventos com os teus amigos de outras indústrias promove os teus conhecimentos extra. Fala um pouco de ti e deixa o outro falar de si. O importante é ficar a conhecer a pessoa e demonstrar interesse genuíno – nunca saberemos quando alguém que conheces pode mudar a tua vida mais tarde.

Estes foram os quatro grandes conhecimentos que tive durante alguns anos. Sem dúvida que foi uma das melhores experiências que tive na vida e que me despertou para isto da Carreira e do Empreendedorismo.

Não trocava a experiência de poder ir a conferências, de apertar a mão ao Eric Worre e falar com ele olhos nos olhos, de conhecer pessoas determinadas e incansáveis, de ficar a conversar sobre o futuro até às 3 da manhã, de ter viajado com outras pessoas da minha idade. Muito do que eu penso e sou hoje devo-o a essa experiência e por isso falo de coisas boas na maioria. Por isso se gostavas de experimentar, fala com quem sabe e com profissionais, pois pode ser algo que fazes a part-time e os benefícios são muito bons em termos de crescimento pessoal.

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