5 palavras inglesas profissionais
O inglês invade muitas vezes a nossa rotina e nem sempre é nas redes sociais. 5 palavras que uso no escritório diariamente.

No ecossistema português, nota-se que está tudo mais internacional.
De facto, temos uma língua muito rica em sons e expressões, mas, ao contrário de outras línguas, nem sempre traduzimos os termos. Num panorama cada vez mais internacional, não só adoptamos palavras estrangeiras, como também as usamos na sua origem, sem pensarmos muito sobre o assunto.

No mundo dos negócios, ouvir termos profissionais em inglês é cada vez mais comum.

A ideia não é de agora, já que há mais de 30 anos que se fala que o inglês é a língua do mundo e um profissional que a domine poderá ter uma melhor carreira, com melhores oportunidades.

Com a forte aposta de startups e outros negócios internacionais em Portugal, é indispensável que qualquer profissional saiba falar inglês.

Há também quem trabalhe no seu dia-a-dia 100% em inglês, pelo que não dá para negar a sua importância.
Num outro dia, comecei a perceber como usamos o inglês e o português muitas vezes na mesma frase, de forma inconsciente. Por vezes, até há palavras portuguesas de tradução, mas o termo estrangeiro é «aquela palavra que queremos mesmo dizer».
Para além dos termos mais ligados à tecnologia e à informação (PDF, Pen Drive, Delete, Download, entre outros), no ambiente profissional, existem várias palavras que usamos diariamente que já ganham um lugar rotineiro no nosso vocabulário.

Assim, aqui ficam 5 expressões inglesas que usamos profissionalmente:

Pitch

É uma palavra muito ligada ao mundo das startups, quando se fala de investimento. O pitch é nada mais que uma breve apresentação de uma empresa, ideia, produto ou serviço com a finalidade de ter alguma reação: um investimento, uma conversa, um interesse.
Usa-se esta palavra quando as startups estão diante de um grupo de investigadores e necessitam de apresentar as suas empresas de forma simples e concisa, por forma a obterem um interesse de investimento. A palavra vem também da ideia de «elevator pitch» isto é, o pitch deve ser algo curto que pode ser dito numa viagem de elevador (nos arranha-céus das grandes cidades, é bem possível estarmos três minutos no elevador!)
No contexto atual, o pitch é usado para mostrar que se quer uma apresentação directa ao assunto e que mostre apenas o essencial. Quando se quer pedir algum favor às chefias, vemos os colaboradores a preparar o pitch para que possam levar a sua ideia à frente. Assim, é natural ser preparado antes de reuniões importantes, apresentações comerciais, negociações, entre outros contextos.

Brainstorming

A famosa tempestade de ideias há muito que inunda os corredores das empresas portuguesas. Quando é preciso gerar ideias, novas formas de ver o negócio ou ter um novo slogan de campanha, muitas equipas recorrem a brainstorms.
No dia-a-dia profissional, cada pessoa está concentrada no seu trabalho e nas suas rotinas, pelo que pode ser difícil conseguir pensar de forma diferente. Quando é necessário debater uma ideia, escolher uma estratégia de negócio ou simplesmente pensar criativamente, é comum chamar-se a equipa para um brainstorming. Não é propriamente uma reunião para se tomar decisões, mas sim um exercício em que vários indivíduos atiram ideias para o ar até encontrarem uma que satisfaça todos.
Apesar de se poder prolongar por horas, não contribuir para a produtividade em termos operacionais ou ser um processo pouco confortável, o brainstorming tem as suas vantagens. Permite às equipas pararem um pouco as suas rotinas e sem limites discutir ideias que podem ser levadas a cabo com um plano feito posteriormente.
Podem ser estes momentos mais criativos que originam produtos inovadores, novas formas de trabalho produtivas ou frases e marcas memoráveis.

Core (business)

O «core business» traduz-se literalmente como o núcleo da empresa. O «core» de uma empresa acaba por ser a sua principal atividade, aquela que gera mais valor. Numa peixaria, o core business é vender peixe. Numa padaria e pastelaria de fabrico próprio, o core pode ser vender bolos e pastelaria. Num banco, o core é comprar e emprestar dinheiro.
O core business é definido na parte de estratégia de um negócio para que este saiba exactamente qual é a sua especialidade e onde deve gastar mais energias.
Um exemplo verificado durante o período de crise foram várias pastelarias focarem-se a vender refeições rápidas e baratas durante a hora de almoço. De facto, no início, a venda de almoços não seria certamente o seu core business, pois não são um restaurante. Mas, para poder ter mais negócio, inseriram mais esse serviço para rentabilizar espaço, custos e tempo.
Muitas vezes este termo é utilizado para as empresas redefinirem as suas estratégias ou perceberem qual é a sua área de negócio mais rentável. Cada vez mais colaboradores a utilizam noutros contextos. Uma equipa pode querer saber qual o seu principal foco nos próximos meses ou o departamento de recursos humanos perceber quais as queixas mais pedidas e qual a sua razão «core».

Case Study

Esta expressão quer dizer casos de estudo, mas nem por haver uma boa tradução deixamos de a usar. Usada em universidades e empresas, é utilizada para demonstrar um exemplo prático e ilustrar como uma teoria está correta.
Estes estudos são especialmente relevantes para empresas que pretendam contratar serviços, por exemplo. Quando uma agência de comunicação, quer ter um novo cliente, o seu core business é comunicar os seus clientes nos vários media. O seu trabalho é expor o seu cliente para que mais pessoas saibam que ele existe e se tornem clientes dele. Assim, mostrar um case study ajuda a potenciais clientes perceber o que a agência pode fazer pelo seu negócio, como fez com outras empresas.
Seguindo uma metodologia de investigação, o case study é cada vez mais usado em contexto profissional por forma a mostrar como uma ideia pode ser viável ou como um projeto trouxe bons resultados. Os colaboradores que trabalham com case study e os procuram sentem que o case study é uma ferramenta extra para colocar as suas novas ideias em prática, pois sabem que seguindo a metodologia podem ter resultados semelhantes.

Break-even

Este termo pode vir da área financeira e económica, mas está cada vez mais presente na vida de vários colaboradores.
O break-even é um indicador de negócio que mostram quando os custos da empresa é igual às suas receitas. No início, uma empresa necessita de investimento para arrancar e ainda não tem receitas. Progressivamente, vai ganhando algumas vendas e receitas, mas os custos continuam e o saldo continua a ser negativo. Até que chega a um ponto em que um valor total de venda de produtos ou serviço é suficiente para cobrir as despesas fixas de um negócio. Assim, a empresa sobrevive e é auto-sustentável, atingindo ou ultrapassando o break-even.
Este indicador é cada vez comum ser ouvido pois cada vez mais os colaboradores percebem como uma empresa funciona e rapidamente conseguem despistar se há alguma dificuldade financeira a ser ultrapassada. Em todas as equipas – quer sejam de Marketing, Vendas, Apoio ao Cliente, Recursos Humanos, Financeiro – existe a ideia de que o break even é um ponto desejado e que permite que a empresa e os postos de trabalho estejam assegurados.
É principalmente importante quando é lançado um novo produto ou serviço, para perceber a sua viabilidade.
Que outras palavras estrangeiras utilizas no teu dia-a-dia profissional? Partilha nos comentários!