O que aprendi em 2018

Deveria estar focada a escrever objetivos para o ano novo, mas este ano pensei olhar um bocadinho para trás.

Sei que o ano novo já chegou e que deveria ter feito as reflexões mais cedo. Como este post já aparece em janeiro, é um pouco tarde falar do ano que passou.

Assim, já deveria estar a escrever os objetivos para 2019. Mas pensei melhor.

Para fazer os objetivos de 2019, tinha de primeiro pensar como tinha sido 2018. É para isso que servem as reflexões, para olhar para trás e ver o que correu bem e o que correu menos bem.

Se falarmos dos objetivos que auto-propus neste mesmo blog, o resumo é este: cumpri 3 dos 4 objetivos propostos. O quarto não se realizou, mas foi por isso mesmo que quis perceber o que aprendi este ano, antes de sequer pensar em objetivos.

Porque na reflexão do ano vemo-nos que a vida troca-nos as voltas.

Quando percebi que não tinha cumprido o quarto objetivo – viver uma experiência internacional – percebi que a Rita que escreveu esse objetivo em 2018 tinha uma ideia de como iria correr esse ano. Mas o ano passou-se completamente de outra maneira e com outros desafios.

Assim, quis primeiro perceber o que aprendi neste ano que passou. Um exercício de reflexão que me ajuda a perceber o que cresci e o que aprendi, pois esse é o legado que vou levar para 2019.

No instagram, falei que 2018 foi um ano de mudança para toda gente. Não sei se foi o final da crise ou uma primavera mais forte, contudo senti que toda a gente tinha acordado e decidiu viver a vida à sua maneira. Eu também fui vítima dessa mudança. Por exemplo, sei que todos os meus amigos mudaram de trabalho. Houve muitos divórcios, fins de relações, emigrações, viagens.

Se pensar friamente, sei que isso tudo também aconteceu o ano passado. No entanto, sinto uma força de vontade diferente nas pessoas. Eu também senti isso e por isso antes de avançar para a próxima etapa, quis saber o que aprendi nos últimos 12 meses.

As coisas que aprendi em 2018

Durante este ano tive de passar por duas grandes mudanças e que tiveram um impacto direto na minha vida. O mudar de emprego foi uma delas.

Mudar de trabalho é sempre um restart na nossa rotina. Neste caso, tive de mudar de área, de funções, de zona e claro de pessoas com quem trabalhar. A adaptação foi fácil e desafiadora ao mesmo tempo. Sair da zona de conforto é aquilo que menos confortável podemos fazer na vida e em termos profissionais pode criar algum stress.

Contudo, aprendi a ter mais confiança nas minhas capacidades e a não ter medo de fazer perguntas.

Sei que nem todos os ambientes profissionais ajudam nesta questão, mas mostrar vontade de aprender é o primeiro passo de integração. Seguindo conselhos passados, entrei na empresa sem expectativas de saber sobre o assunto. Fui confiante das minhas capacidades mas com a mente aberta para ouvir sobre novas ideias e operações. Em vez de levar a cabeça formatada, fui para ouvir e perguntar mais, para depois poder agir da melhor forma.

A outra mudança na minha vida pessoal fez-me ver outras coisas que não estavam bem.

Ainda continuo a falar muito com as minhas amigas sobre a amizade e as relações entre adultas como nós. Debatemos e até discutimos sobre o que pode estar bem, o que pode estar mal e como navegar estas relações como adultas.

Este ano, aprendi que é preciso tomar decisões pela vida. É preciso perceber o que não faz bem e dizer que não. É preciso mais amor próprio e perceber o que merecemos na vida.

É preciso reconhecer que não vamos gostar de todas as pessoas e que nem todas as pessoas são compatíveis connosco. Isso não as torna más pessoas. Há muito boas pessoas que podem-se cruzar no teu caminho, mas que depois já não faz sentido. É preciso saber quando continuar a remar e quando deixar. É preciso ser honesta e dizer o que se quer, em vez de enrolar uma situação que não nos deixa confortáveis.

No fundo, o que aprendi este ano é que podemos fazer tudo aquilo que os outros querem, mas no final só nos vamos enganar a nós próprios.

Se não escolhermos a nossa vida, alguém vai escolher por nós. Se não tomarmos as decisões que queremos, vamos viver a vida que planeiam para nós. Se não fizermos o que nos deixa felizes e realizados, vamos viver as realizações dos outros.

Se fizermos tudo só porque os outros fazem, vamo-nos sentir incluídos e que até podemos fazer parte do momento. Mas quando fazemos algo de que não gostamos durante muito tempo, notamos que a pessoa que sai pior da situação somos nós. Os outros podem continuar bem enganados e a gostar da nossa máscara, mas a mentira vai sempre ser em nós. Os outros podem viver em mentira e nós conseguimos viver em mentira, na nossa mentira, só porque sim?

Esta aprendizagem é ainda maior quando falamos das redes sociais e da sua exposição.

Aprendi este ano também que não tenho de mostrar tudo a toda a hora. Gosto de passear, gosto de visitar novos locais e também gosto de partilhar o que faço neles. Mas não preciso de por tudo da minha vida nas redes sociais. Gosto de partilhar acontecimentos interessantes com as pessoas mais próximas e gosto de colocar sítios giros para visitar. Mas não gosto de partilhar todo o sítio e detalhe que faço.

Este ano, senti que muitas vezes apenas partilhamos as coisas para mostrar aos outros o quão interessante é a nossa vida. Penso que temos a necessidade de dizer que «olhem para mim, fui ao restaurante novo da cidade», «olhem para mim, estou sempre em viagem». Eu própria fico a pensar o que as pessoas dizem quando vêem o que partilho: «mais um restaurante», «mais um spot onde foi», «mais uma viagem», «esta tipa anda em todo o lado».

Não deixei de partilhar coisas pelo que os outros vão pensar, mas não quero partilhar tanto porque estou bem assim como estou. Não sinto necessidade de mostrar o que estou a fazer e assim aproveito mais o momento.

Aprendi o valor da honestidade. Sermos honestos uns com os outros. Sermos honestos connosco próprios. Sermos honesto no que queremos nas nossas relações e ambições. E falar, falar muito!

Aprendi a falar mais! Quando falo com as outras pessoas e quando elas falam comigo, só assim é que consigo chegar a esse entendimento.

Aprendi que quando somos honesto connosco e com os outros, conseguimos tomar mais e melhores decisões na nossa vida. Viver segundo os nossos valores é a meta e o desejo para 2019. Mais do que é importante, que pode ser menos quantidade mas mais qualidade. Because less is always more.

Artigos criados 226

Artigos relacionados

Digite acima o seu termo de pesquisa e prima Enter para pesquisar. Prima ESC para cancelar.

Voltar ao topo