5 Ideias Sobre Gestão de Pessoas

Sou uma pessoa de livros e gosto de partilhar as mensagens que encontro neles.

No últimos meses, li um livro que me marcou muito.

É um livro simples e prático. A primeira publicação foi em 2011 e tem artigos do final dos anos 90. Contudo, é muito atual e mostrou-me como a Gestão de Pessoas nas empresas podia estar mais perfeita, se seguissemos algumas ideias.

Li o «Gestão de Pessoas», da Harvard Business Review, de uma assentada e quase que me apetecia rabiscar o livro todo. Cada página tinha ideias muito boas que não percebia mesmo porque é que não se usava mais vezes!

Como acho que pequenos tesouros como estes devem ser partilhado, aqui ficam 5 ideias sobre Gestão de Pessoas que aprendi neste livro:

Há diferentes estilos de Liderança

A liderança está na moda, pois as pessoas não querem ter chefes que mandam. As pessoas precisam de líderes que inspiram e que servem de exemplo. Mas não existe só um estilo de liderança. Existem vários estilos de liderança e cada líder deve poder utilizar todos. Um líder completo pode usar um estilo autoritário em certas situações e contexto, sem ser um mau líder. No fundo, um líder deve saber utilizar os vários estilos de liderança e perceber quando deve utilizar cada um, com a sua inteligência emocional.

A Motivação Não Existe

Foi uma ideia que me demorou a assimilar, porque eu sou uma entusiasta da motivação. Neste capítulo, aprendi que a motivação é um mito. Não há dinheiro, flexibilidade de horários e outras regalias que pode motivar a fazer um trabalho que não faz crescer a pessoa. A melhor forma de motivar para os resultados não é mudar a pessoa ou dar-lhe palestras motivacionais. A melhor forma de motivação é através de um trabalho interessante e da realização pessoal. Em vez de enriquecer a pessoa, enriquecer o trabalho e as oportunidades de mostrar mais trabalho são a melhor motivação. É uma ideia díficil de resumir mas faz todo o sentido quando notamos nos diferentes casos em que a motivação falha.

Controlar não ajuda

Cenário – aquele empregado que não está a fazer bem o seu trabalho. O chefe irrita-se e puxa mais por ele. Começa a ver mais o seu trabalho e a controlar mais. O empregado começa a fazer ainda pior e o chefe controla ainda mais. Quem está a fazer mal? Por incrível que pareça, é o chefe. Neste capítulo, aprendi que a liberdade e a independência de trabalhar, bem como cometer erros é importantíssimo no trabalho. Mesmo quando erramos, temos de ter alguém que nos guie e dê o exemplo. Controlar apenas coloca o empregado numa situação de falhanço – para quê fazer se o meu chefe está mesmo ao pé a ver se faço mal?

A Aprendizagem é Contínua

Descobri ao ler o quarto capítulo de que as pessoas esquecem-se que a aprendizagem continua mesmo quando já temos anos de experiência. Muitas pessoas são promovidas a líderes porque são excelentes técnicos mas depois não sabem ser líderes. Mais importante do que promover a pessoa, deve-se ajudá-la a crescer no seu novo papel. Deve-se guiar a pessoa nesta nova função de gestor de equipa. Ser bom em alguma coisa não quer dizer que se seja bom chefe. Para se ser chefe é preciso também aprender. Um CEO não é o topo da carreira, pois ele ainda tem muito a aprender.

Não é só os resultados é o processo

Apontei esta ideia e partilhei-a nas redes sociais porque relacionei-me muito com ela. Nas tomadas de decisões os chefes consultam as suas equipas para ter sugestões mas depois decidem sozinhos sem dar explicações. De facto, as pessoas preocupam-se com os resultamos mas também se interessam pelos processos. Tal como diz o livro «[as pessoas] querem saber que o seu ponto de vista foi tido em conta. Os resultados são importantes mas também o é a justiça dos processos que os produziram. O processo justo responde a uma necessidade humana básica . todos nós qualquer que seja o cargo, queremos ser valorizados enquanto seres humanos e não como “mão de obra” ou “activos humanos”. Queremos que os outros respeitem a nossa inteligência e que levem as nossas ideias a sério. E queremos compreender o raciocínio por trás de decisões específicas.»

 

Este foi um dos melhores livros que já li e que me deu uma nova perspectiva sobre como é importante a gestão de pessoas. As empresas têm de saber gerir custos e vendas, mas também precisam de saber gerir os seus melhores recursos – as pessoas.

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