Quatro Horas Por Semana: um livro para viver uma vida mais calma


Há livros que marcam um antes e um depois na nossa vida e o Quatro Horas por Semana é um deles.
Encontrei o livro por acaso, nos Tops mais vendidos da WOOK, e gostei da frase: Trabalhar Menos, Produzir Mais.
Como sou obcecada com a questão de produtividade e gestão de tempo, achei que seria um bom livro para me explicar se era possível trabalhar quatro horas por semana.

Li as primeiras 50 páginas do livro e fiquei interessada, mas a rotina chata que estava a viver engoliu o meu entusiasmo e fiquei vários meses sem pegar nele. Mas como não gosto nada não acabar um livro e há dois meses atrás decidi atualizar a minha leitura de verão e foi o melhor que poderia ter feito.

Eu já tinha alguns conceitos de empreendedorismo, horários flexível, freelancing, rendimento passivo, uma vida com um negócio próprio. Mas este livro com mais de 500 páginas abriu-me a pestana para outra coisa muito importante: cashflow.

Aquilo que faz com  que uma pessoa rica continue rica é a maneira como todos os meses entra dinheiro para a conta bancária. Os Novos Ricos, como Tim Ferriss explica, são pessoas que em vez de trocarem tempo por dinheiro, criam sistemas para terem dinheiro todos os meses, gerando um cashflow que lhes permita não estar fechados num escritório.


Um sistema de cashflow automático permite aos NR ter um negócio próprio que elimina a sua presença e lhes permita receber mais do que um salário todos os meses.  




Este livro mostrou-me não só o sistema que podemos criar, mas também porque o criamos. A nova onda de empreededorismo refere muito a questão do dinheiro aliada à liberdade de comprar o carro de sonho, a casa com piscina, os fatos e relógios de luxo. Ser rico é ter dinheiro suficiente para se reformar agora e nunca trabalhar na vida – mas Tim Ferriss tem um mindset diferente.

Ser rico é poder ter tempo para trabalhar no que queremos e fazermos minireformas ao longo da vida.

Em vez de concentrarmos 40 anos da nossa vida a trabalhar tudo e depois ter uma reforma, porque não ir fazendo minireformas ao longo do tempo? Porque não trabalhar 3,6,9 meses e depois ir um mês para a Argentina aprender a falar espanhol?

É esta a grande mensagem de Tim Ferriss. Devemos perceber que a vida é demasiado curta para desperdicarmos em coisas que não nos trazem valor nenhum, mas também ela é longa o suficiente para podermos fazer uma carrada de coisas. Este livro abriu-me a mente e fez pensar – se eu pudesse trabalhar no que quisesse o que faria? Que sistema poderia montar que me permitiria ter um rendimento fixo que não precisa da minha presença constante e me permita ter uma vida sem horários, sem chefes, sem imposições sociais, sem limites?

Aquilo que Tim Ferriss me disse é que tenho de ver como aproveito o meu tempo.

Se deixarmos o supérfulo de lado e nos concentrarmos naquilo que realmente nos dá prazer, teremos menos stresses e menos preocupações – e assim até parece que temos mais tempo. O tempo é o mesmo, nós é que o utilizamos de forma diferente.
O Quatro Horas por Semana marcou-me porque mostrou-me que a liberdade não está no exterior mas sim no meu interior – basta ver as coisas de outra perspectiva e organizar a vida de outra maneira. Se tivermos todos os recursos para sermos felizes, porque não agimos para o ser?
Obrigada, Tim Ferriss, por seres o doido que experimentou um estilo de vida diferente, menos atarefado, muito diferente e disruptivo, mas muito mais rico em experiências e emoções!
  • Que maravilha, Rita! Noutra fase da minha vida, li o 4 Hour Body mas nunca li este, e neste momento faria todo o sentido para mim. Tenho de ver se consigo por-lhe as mãos em cima =)

  • Este é o primeiro de todos e é a base para tudo! Ajuda muito a veres as coisas de outra perspectiva, recomendo bastante 😀